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domingo, maio 08, 2011

"Sociedade Forasteiros" (regras de Futsal)

No ultimo jogo de Fevereiro, em que o Celso sagrou-se campeão, houve um lance em que houve gol do meu time e a bola para reposição do meio da quadra foi jogada forte por alguém que buscou do fundo da goleira passando do meio da quadra, então eu que estava posicionado pela ala esquerda avancei até perto do circulo e devolvi com o pé para o adversário reiniciar o jogo, Feck que estava no meio da quadra (tenho a visão ainda nítida, pois foi de muita polêmica), sem deixar ela parar, de primeira, fora da marca central, jogou nas minhas costas (no espaço vazio imediatamente atrás de mim, justamente onde eu guarnecia antes de fazer a "gentileza de devolver a bola para o adversário), onde corria pela ala o Celso (o jogo estava "pegado e o Celso disputava o campeonato), que chutou forte e fez o gol, no meu time estava o Marlon, começando nos Forasteiros, que sem conhecer muito o sistema, levou a bola até o meio para recomeçar, do lado contrário além dos protagonistas ja citados, mais Maninho e Léo.
Este jogo causou muita polêmica entre eu (Helvio) e o Léo que me acusou de tentar causar o caos nos forasteiros (comentário de março): "querer que uma atitude valha eventualmente e outras vezes não, é querer instalar o caos na "sociedade forasteiros" ".
Pois então chegou a última sexta feira (06/05/2011) e outro lance emquestão: Eduardo, gentilmente jogou uma bola para reposição do Ildo, atravessando toda a quadra, ele estava aproximadamente no meio da quadra e naturalmente deu as costas para se dirigir a sua posição e guarnecer sua meta, quando Ildo dentro do contexto da "sociedade Forasteiro" jogou rapidamente para o Marlon que chutou de longe encobrindo o Eduardo que ainda não chegara em seu "gol".. O lance foi anulado por falta de ética e porque o Eduardo somente fez uma "gentileza" (a propósito o jogo foi empate, o time que não aceito o gol perderia com o tento).
O time que barrou o gol estava assim escalado na quadra no momento, além do Eduardo: Chico, Ademar, Maninho e Celso (é pouco ou quer mais), eu (Hélvio, por azar, de novo, estava no time que não obteve o respaldo da maioria que arbitra.
Então seu Léo a palavra é sua, na minha opinião este gol foi corretamente anulado, mas caiu por terra o tal costume e a tal sociedade e tua tese, a não ser que teremos outra que explique o inexplicável.


RESPOSTA

O estado natural do homem e a importância das regras para equilibrar as diferenças - Thomas Hobbes - Leviatã.

Hélvio!

Antes de mais nada, tenho à declarar que hoje, em casos similares à este, já acontecem mais lances de paralização do que de continuidade, abortando a vantagem do malandro que objetivava levar vantagem. E muitas vezes por iniciativa do time que levaria vantagem no lance.

No mais, não sou eu que deveria ser questionado nem ser eu à responder sobre este assunto, pois foram lances que não foram criados e que nem partiram de iniciativa minha (No primeiro estava no banco e nem vi o que de fato aconteceu. No 2º nem estava presente). Se tem alguém que deva ser questionado, são as pessoas envolvidas diretamente nos lances e aqueles que, vira e mexe, criam ou usam de determinadas regras, e "regras", para se beneficiarem. Mas vou entrar nesta pela questão da tese da "Sociedade dos Forasteiros".

Como tu, me julgo muito mais vítima destas regras do que qualquer outra coisa.
Também, não dá para confundir a atitude de alguém que quer levar vantagem com aquele que não quer ser enganado. Ação e reação são coisas que acontecem, complicadas de serem criticadas. À grosso modo, bom seria que ninguém fizesse ao outro o que não gostaria que lhe fizessem.

Quanto ao caos e a sociedade Forasteiros, leia novamente o que foi escrito anteriormente pois acho que não entendestes bem o sentido da coisa.

Quanto ao que citas como sendo minha tese. Naõ é bem assim, mas vamos lá:

O que existe são pessoas de um grupo, o nosso, que agem como se age numa sociedade qualquer (a brasileira, por exemplo), com regras, algumas formais e outras não, cumprindo e/ou quebrando-as com objetivo de viver em harmonia ou a de levar algum tipo de vantagem. Não somos melhor nem pior do que ninguém, por isso as regras são necessárias para as coisas andarem ... bem.

"O homem é o lobo do homem", afirma Thomas Hobbes, ao se referir ao estado natural do comportamento do homem. Por ser impossível o homem viver desta forma, pois viveria numa pernanente guerra de todos contra todos, prevalecendo a lei do mais forte, foi necessário criar um pacto (regras de comportamento) de onde nasceu o Estado com o objetivo de proteger todos, especialmente os mais fracos da gana dos mais fortes. Tal como lá, no Estado, são necessárias regras aqui, na "Sociedade dos Forasteiros", que regulem e equilibrem o nosso comportamento. Do contrário... acontece o que muitas vezes acontece em casos como estes que levantastes: manda quem pode e obedece quem precisa. Próximo do caos, não achas?

O que é necessáro levar em conta, é que, desde o 1º lance que citaste até o de 6ª, várias discussões foram feitas e algumas novas "regras" foram definidas, infelizmente de forma informal. O objetivo era o de definir uma regra geral de comportamento para diversos lances polêmicos: reiníco de jogo com bola andando, por exemplo. Se antes reiniciávamos com a bola em andamento, agora só com a bola parada. Cobrança de faltas, que eram batidas de imediato, só depois da barreira formada. Lances que envolviam contusões ou devoluções de bola que pegavam o time desarrumado, parado ou fora de posição, só continuvava depois da recompustura do jogo. Alterações no meio da quadra, ao invés de uma entrada súbita na defesa ou no ataque, só no meio de campo. E outras. Logo, seguindo estas regras, os tumultos teriam a tendência de diminuir. O contrário, aumentariam. Logo, basta você analisar o que foi combinado e ver quem quis quebrar com o que foi acordado para saber quem está com a razão. E, convenhamos. Não dá para comparar o que valia num determinado momento com o que vale hoje

(Quer saber mais sobre T. Hobbes? Leia a sua principal obra: LEVIATÃ).

Resposta postada por: Léo Jorge Philippsen
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