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quinta-feira, janeiro 21, 2010

AMICUS VERUS, RARA AVIS.

Primeiro, Ildo, benvindo à página principal do Blog e parabéns pelo comentário.
Antes de mais nada, penso que, para entendermos o que está acontecendo com o grupo, não devemos nos esquecer da nossa frágil condição humana. Falível e cheia de defeitos. Que pode ser melhorada, mas que nunca deixará de ser humana e, em consequência, falha.
Sobre a festa de final de ano, sem falar no que pessoalmente considero como uma falha no planejamento e na falta de participação efetiva do grupo na decisão, temos, sem critica a ninguém, o que considero como principal: falta de sensibilidade para percebermos que estávamos escolhendo o local errado para realizá-la!
Desculpe. Não quero massacrar o Foppa que não tem nem como se defender. Mas que existiam indícios, de longa data, que ele estava querendo ver o grupo pelas costas, com certeza existam. E não adianta ele vir agora se justicar e citar um ou outro desafeto de plantão. Por algum motivo, que só ele sabe qual é, nunca considerou como compromisso sério, e à ser cumprido, a data reservada para a realização da nossa festa. Estou errado? Acho que os fatos/episódios ocorridos no final do ano passado e início deste servem como base para esta argumentação. E repito: não foi culpa de ninguém, individualmente, não ter percebido tal clima.
Quanto as dicussões em quadra, as exageradas, aquelas que ultrapassam as discussões normais de um jogo, penso que, em primeiro lugar, ninguém, mesmo os mais efetivos querem que elas aconteçam, mas que, ao mesmo tempo, têm fartos argumentos para justificá-las. O que fazer para evitá-las? Por que elas acontecem?
Será que é, como o Ademar afirma, causada pela disputa do "Campeonato dos Forasteiros"? Se é, mesmo discordando, deveríamos eliminar tal disputa.
Pessoalmente não gostaria que isto acontecesse, pois, para mim, um dos principais motivos que justificam a sua existência é exatamente pelos desafios na mudança de comportamento que ele provoca. É uma forma de treinarmos a nossa personalidade para melhorarmos como pessoa.
O Campeonato em si é legal. Ele tempera a partida, faz a adrenalina subir, nos provoca desejos de vencer, de chegar na frente, de buscar o melhor desempenho.
Mas, como ele é disputado por um grupo de amigos, não significa que devemos vencer de qualquer jeito.
E é exatamente aí que vem o lado positivo e construtivo da nossa brincadeira: utilizá-la para melhorar como pessoa e provar sermos capazes de por a amizade em 1º lugar, deixando a importância de vencer em 2º plano. Se dizer amigo é fácil. Ser de fato, fazendo com que ela sobreviva às dificuldades, já é mais complicado.
Durante os jogos, alguns dos nossos mais importantes e profundos desejos e sentimentos são provocados. Procurar controlá-los, considerando, durante o calor da disputa, muito mais importante a harmonia do grupo do que a vitória, é uma forma de apararmos as arestas da nossa personalidade e fazermos crescer, com base e de forma verdadeira e sólida, a amizade que nos une. Falhas e recaídas acontecerão, afinal, somos humanos. Mas com humildade, ao reconhecermos os nossos erros, com tolerância, ao compreendermos e tolerarmos os erros dos nossos companheiros, construiremos em nós, e ajudaremos a construir nos outros, uma personalidade mais ética. E com certeza a nossa amizade terá raízes mais profundas, capaz de suportar tsunamis e terremotos, e não apenas uma amizade superficial que não sobrevive a um ventinho de 20 km.
Creio não estar enganado ao afirmar que o nosso grupo se quer bem. Por isto temos condições de superar estes momentos mais "escabrosos" e procurar, através do diálogo e com os espíritos desarmados, ver o que devemos e podemos fazer para que episódios como o de 3ª ocorram cada vez com menos intensidade.
Os antigos romanos já diziam: Amicus verus, rara avis. Traduzindo: Amigo verdadeiro, rara ave. Ou seja, encontrar um amigo verdadeiro é como encontrar uma ave rara. Não se encontra em qualquer esquina.
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