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sexta-feira, outubro 07, 2011

Apêncide: o que é que para que serve!

Alguns, como possívelmente o Feck, acham que o apêndice não serve para nada. Serve, ou no caso, serviu, só para incomodar. É o que os médicos e cientistas costumam chamar de um órgão vestigial, ou seja, é uma parte do corpo que não tem utilidade. O corpo humano possui vários órgãos vestigiais, incluindo o cóccix, os dentes do siso e os músculos na orelha.
(Em alguns casos, existe outro órgão vestigial no corpo humano, especialmente do homem, que a censura não permite que seja citado. Mesmo querendo e achando que pode, a lingua não o substitui na altura e na sua profundidade).
Mas, afinal, o que é o apêndice?
É um anexo ao ceco (adiante explicação do que é o ceco)em forma de uma saliência, no formato de um dedo de luva. O termo médico apropriado para o apêndice é apêndice vermiforme, isto é, anexo em forma de verme - um termo descritivo para um órgão estreito que tem apenas de oito ou dez centímetros de comprimento.
(Observe a foto e veja só o risco que o sujeito corre de extirparem o órgão errado. Feck: tem certeza que tiraram o apêncide certo? Tateia homem, tateia e tira a dúvida)

Continuando. Agora sem mais brincadeiras.

Como funciona o apêndice e o que é uma apendecite.
- Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/apendice.htm

Má localização. Esse é o problema do apêndice. Ele fica no ceco - o início do cólon, onde os intestinos delgado e grosso se unem - o que o torna suscetível a infecções. O apêndice se assemelha a um tubo com uma extremidade fechada e uma abertura central que pode permitir a entrada de matéria fecal. Assim, é fácil entender como uma infecção no apêndice pode se desenvolver rapidamente e se tornar uma emergência médica. O apêndice tem apenas de oito a dez centímetros de comprimento, mas é um órgão que pode criar certos problemas.
Há outro fato intrigante: o apêndice não parece ter qualquer função no corpo humano. Alguns cientistas acreditam que ele é um vestígio do antigo trato digestivo e que poderia ter sido usado pelos primeiros seres humanos com a finalidade de digerir folhas e cascas resistentes de árvores

Por não saberem realmente a finalidade do apêndice, os médicos não são capazes de determinar a que sistema ele pertence. O apêndice é uma estrutura simples, feita de dois tipos de tecido. O lado externo é tecido muscular, mas devido à falta de atividade, o músculo é consideravelmente mais fraco que os tecidos musculares que compõem outros órgãos. O revestimento é preenchido com tecido linfático, que produz anticorpos, levando muitos a acreditar que o apêndice pode ser parte do sistema imunológico. Outra característica curiosa do apêndice é que ele fabrica e secreta uma pequena quantidade de muco.
Sabe-se que o corpo humano funciona perfeitamente bem sem o apêndice, mas alguns cientistas ainda relutam em afirmar que não tem nenhuma utilidade.

Apendicite

A apendicite - a doença mais comum do apêndice - desenvolve-se quando se forma uma obstrução nesse órgão.
Como o apêndice fica fechado em ambas as extremidades com uma abertura ao longo da seção intermediária, qualquer obstrução impede rapidamente o fluxo do sangue e provoca a morte do tecido. Uma obstrução pode ser resultado de matéria fecal acumulada ou uma doença chamada hiperplasia linfóide.

A hiperplasia linfóide pode ser resultado da doença de Crohn, de síndrome do intestino irritável, de mononucleose, de sarampo ou de infecções gastrintestinais. Na hiperplasia linfóide, o apêndice produz uma grande quantidade de células (glóbulos brancos, também chamados de leucócitos), o que é desencadeado por um estímulo infeccioso gerado por essas doenças. Essas células criam uma obstrução no órgão, fazendo-o se inflamar, o que compromete o fluxo de sangue para a área. A perda de fluxo sangüíneo provoca a morte do tecido e leva à supuração do apêndice.
Quanto tempo leva para um apêndice supurar? O tempo entre a formação de uma obstrução e o ponto em que o apêndice realmente perfura - ou supura - normalmente é de cerca de 72 horas. Durante esse tempo há vários sintomas que indicam que algo não está certo.
O primeiro sintoma normalmente é uma dor indefinida ao redor do umbigo. Conforme a inflamação se desenvolve, a dor se move em direção ao lado direito do corpo - normalmente na direção do quadril. Outros sintomas que se desenvolvem nas 24 horas seguintes podem incluir náusea, vômito, febre e algo chamado "sensibilidade de rebote". Em alguns casos, o paciente também pode sentir o abdome inchado, dor nas costas e até mesmo prisão de ventre.
Descompressão brusca
Forma que parece que o médico que atendeu o Feck desconhecia. Recomendem a leitura deste artigo ao "doutor")
Um sintoma da apendicite é a descompressão brusca. Para diagnosticar a sensibilidade de rebote, o médico faz pressão em um ponto do abdome e depois solta rapidamente (daí o nome descompressão brusca ou, como os médicos abreviam, DB positivo ou negativo). Se o paciente se queixar de dor mais forte quando a pressão é removida, caracteriza-se a descompressão brusca positiva. A sensibilidade de rebote é um sintoma de uma variedade de doenças. Além de apendicite, ela pode indicar também outras doenças como hepatite, problemas na trompa de Falópio, doença diverticular, hérnia estrangulada, colecistite e outras infecções abdominais. Os médicos usam testes adicionais para determinar a causa da descompressão brusca.
O tempo é crítico ao se lidar com uma apendicite. Se alguém acredita que está com apendicite, deve ir ao pronto-socorro imediatamente. Provavelmente será feita uma tomografia computadorizada (varredura por TC) ou um exame de ultra-som para verificar a situação do apêndice. Os exames auxiliares reduziram bastante o número de apendicectomias realizadas em pessoas que apresentavam outros diagnósticos que não a apendicite. Na verdade, cerca de 20% das apendicectomias envolvem a remoção de um apêndice saudável.

O que acontece se um apêndice supura? É claro que o tratamento mais eficaz para a apendicite é retirar o apêndice antes que ele se rompa.
Logo que o apêndice se rompe, ele derrama fluidos inflamatórios e bactérias dentro da cavidade abdominal. Se o paciente tiver um apêndice rompido antes da cirurgia, o risco de complicações aumenta em dez vezes. Normalmente, a apendicectomia é realizada como uma cirurgia de laparoscopia, mas, em alguns casos, uma cirurgia de apêndice convencional, mais invasiva, pode ser necessária.
Os idosos e os jovens têm mais probabilidade de sofrer complicações decorrentes de apendicite. Ambos os grupos têm probabilidade de ter sintomas não tradicionais, tornando ainda mais difícil o diagnóstico. Pacientes jovens apresentam com freqüência diarréia e vômitos, enquanto pacientes idosos normalmente se queixam de menos dor. A dificuldade em diagnosticar a apendicite pode levar à peritonite - ou formação de abscessos dentro do abdome -, o que pode provocar insuficiência múltipla de órgãos e morte.

As apendicectomias são a emergência cirúrgica mais comum envolvendo o abdome [fonte: Câmara Nacional de Informações Sobre Doenças Digestivas e cerca de 20% dos pacientes nem mesmo percebem que têm apendicite até a ruptura de seu apêndice [fonte: Sistema de Saúde da Universidade de Michigan. Devido aos sintomas, os pacientes podem ser erroneamente diagnosticados com gastroenterite (em inglês). Os sintomas de cada uma dessas doenças são parecidos, no entanto, os médicos tratam uma gastroenterite repondo fluidos perdidos, o que não funciona na apendicite.
Embora a apendicite seja a enfermidade mais comum do apêndice, não é a única. Leia a próxima página para saber o que mais pode acontecer de errado com o apêndice.

Outras complicações do apêndice
A apendicite pode ser o problema mais comum do apêndice, mas há outros problemas que também podem afetar esse órgão.
Tumores carcinóides - assim como outros órgãos do corpo, o apêndice pode desenvolver tumores. Os tumores carcinóides são tumores de crescimento lento que podem se desenvolver em qualquer lugar do trato gastrointestinal. Esses tumores podem ser benignos ou malignos. Os tumores benignos freqüentemente permanecem não diagnosticados, enquanto os malignos podem se espalhar para outras partes do corpo por meio da corrente sanguínea ou do sistema linfático. Os tumores carcinóides também podem provocar síndrome carcinóide, que é uma situação debilitante, porém rara.
Síndrome carcinóide: Este é o nome dado ao grupo de sintomas que se desenvolvem em uma pessoa com um tumor carcinóide. Os tumores carcinóides ocorrem quando há uma superabundância de células enterocromafins, que produzem hormônios. Os tumores carcinóides excretam uma grande quantidade de serotonina, histamina, dopamina ou prostaglandinas que dilatam os vasos sangüíneos e provocam rubor facial, diarréia, respiração ofegante, queda da pressão arterial e palpitações do coração. O tratamento da síndrome carcinóide e os sintomas da doença geralmente são mais desconfortáveis que o próprio tumor.
Carcinoma do apêndice - forma rara de câncer colorretal que ataca o apêndice. O crescimento do câncer no apêndice pode levar a uma obstrução, resultando em apendicite. O carcinoma do apêndice pode também se espalhar para o estômago. Freqüentemente, o diagnóstico inicial do carcinoma do apêndice é feito tardiamente porque os sintomas são similares aos da apendicite.
Adenomas - os adenomas são tumores benignos que podem se desenvolver no apêndice e ao seu redor. Os tumores são o resultado de uma superabundância de células epiteliais. Embora apenas ocasionalmente se tornem malignos, a principal preocupação com os adenomas é que seu crescimento comprima o apêndice e leve à apendicite. Os adenomas podem se desenvolver em outras áreas do corpo, como na glândula hipófise/pituitária ou na tireóide. Por se desenvolverem em áreas glandulares do corpo, eles secretam hormônios.
Doença diverticular - a doença diverticular é um problema incomum que tem sintomas similares aos da apendicite. Enquanto a apendicite é mais comum nas pessoas com menos de 30 anos, a doença diverticular se desenvolve em pacientes idosos. A dor da doença diverticular é intermitente, o que pode fazer com que os pacientes adiem o tratamento. Como a perfuração do apêndice pode ocorrer devido à doença diverticular, a remoção do apêndice é o tratamento mais indicado.
As pessoas geralmente se surpreendem com a variedade de problemas que podem se desenvolver no apêndice. Como normalmente se considera que o órgão não tem utilidade, muitas pessoas se perguntam se não estaríamos melhor sem ele.

Mas, adinal, o apêndice tem uma função?
O apêndice provoca muito debate entre os profissionais médicos, que têm dificuldade para decidir se ele tem realmente alguma utilidade para o corpo.
Embora todos concordem que o apêndice pode ser removido sem causar danos ao paciente, alguns médicos e pesquisadores acreditam que o apêndice cumpre uma função como parte do sistema imunológico. Outros acreditam que o apêndice é um órgão vestigial, remanescente do tempo em que os seres humanos se alimentavam de cascas de árvore e necessitavam de um órgão para romper alimentos ricos em substâncias indigeríveis. Alguns médicos consideram que a evolução do corpo humano levará ao fim do apêndice, enquanto outros acreditam que o apêndice permanecerá no corpo.
Se o apêndice não tem uma finalidade aparente e está potencialmente sujeito a enfermidades perigosas, até ameaçando a vida, por que não se pode simplesmente removê-lo?
Sem nenhuma determinação clara sobre a finalidade desse órgão, não há um consenso sobre o fato de as apendicectomias profiláticas (realizadas para evitar possíveis emergências médicas futuras) serem apropriadas. Durante anos, circularam rumores de que os astronautas tinham seus apêndices removidos antes da viagem espacial para evitar uma emergência médica potencial enquanto estivessem em órbita. Mas esses rumores são falsos e a maioria dos médicos não recomenda apendicectomias preventivas, uma vez que a maior parte da pessoas não apresenta apendicite no decorrer da sua vida - apenas cerca de 7% da população terá seu apêndice removido. Devido a essa baixa probabilidade e ao fato de a maioria dos planos de seguro não cobrir apendicectomias profiláticas, elas geralmente não são aconselhadas pelos profissionais de saúde.
Ocasionalmente, apendicectomias profiláticas são realizadas se o paciente já está sendo submetido a outra cirurgia abdominal. Por exemplo, se a paciente tem um cisto no ovário removido ou uma histerectomia, o médico pode aproveitar para realizar uma apendicectomia. Há duas razões para isso: se a paciente tem um histórico de dor abdominal, como na endometriose, essa dor pode mascarar os sintomas de apendicite. Além disso, a recuperação de cirurgia abdominal não é agradável e com a remoção do apêndice sendo realizada ao mesmo tempo em que se realiza outra cirurgia, a probabilidade de cirurgia adicional é minimizada.
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