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domingo, abril 19, 2009

Julgamentos "pré-feridos"!!!

É interessante como certas coisas não mudam. Criar conceitos, julgar e condenar é uma delas. Pior quando "valorizadas", para mais ou menos, dependendo do seu autor. São o que chamo de comentários "pré-feridos", muitas vezes feitos de forma inconsciente, outras não, mas que creio valer a pena trazer "à baila".
Antes de existirem as anotações dos resultados dos jogos já era assim. Alguns Forasteiros tinham a sua qualidade como jogador "valorizada" pelo conceito que um ou outro faziam da sua produtividade em quadra, apresentados em julgamentos sumários e de vereditos rapidamente proclamados: eu, craque, perdi porque o fulano de tal, perna-de-pau, jogou no meu time. Até aí, tudo bem, pois são comentários, justos ou não, que acontecem em todo grupo de peladeiros. Mas, a coisa não parava por aí, pois do veredito vinha a ameaça da pena: este fulano tem que sair do time, pois é muito ruim e eu não jogo mais com ele.
Para tentar mostrar que as coisas não eram bem assim e demonstrar o real desempenho individual dentro de quadra que surgiu a idéia de anotar os resultados e mostrar, com o tempo, além do rendimento, as virtudes e defeitos de cada um. Não para afastar os de pior desempenho, mas para mostrar que nem sempre aquilo que "vemos" e "pensamos" acontecer dentro de quadra é de fato o que acontece. Hoje, quem quiser, pode, a partir da análise destes dados, tentar melhorar os fundamentos "ruins" e melhorar ainda mais os fundamentos "bons". É claro que os números não mostram tudo nem são infalíveis, mas mostram muito mais do que um julgamento simplório e carregado de preconceito.
Acho que não há mais dúvidas que os números ajudaram a desmontar certos mitos e trazer mais clareza ao real desempenho de cada um. É claro que não acabou com a saudável (e as vezes não tão saudável) corneta. Mas aí, a história já é outra e está dentro do "mundo" das peladas.

É claro que os resultados em quadra não representam tudo dentro das relações de um grupo. Existem outros comportamentos necessários para que as coisas andem bem. É claro que em todas elas, dentro de certos limites, é possível existir uma certa tolerância e uma margem de compreensão em razão da nossa condição humana.
Entre outras, talvez as mais importantes sejam:
> As de ordem financeira: sem pagar a quadra e sem comprar fardamento e bola não há como jogar - ao menos sem "sustos".
> Ter um grupo participativo é outro: não comparecer ou ter uma frequência baixa - imaginem se todos tivessem - pode prejudicar a realização dos jogos.
> Não fazer do grupo um motivo para levar vantagem: dividir atividades e custos de forma justa e/ou préviamente combinada.
> Ser generoso para com os colegas: não "acabar" com o jogo abandonando a quadra, principalmente quando não há reserva(s); ceder seu lugar quando existir(em) reserva(s), quando estiver cansado ou quando estiver machucado.
> Ser leal em quadra: não cometer faltas desleais ou violentas, nem simular ter recebido.
> Priorizar o fair-play: como não temos um árbitro para apitar o jogo, é importante, quando alguém se machucar num lance, dar prioridade ao atendimento, independente de ter sido falta ou não. Não simular uma lesão para evitar um contra-ataque ou parar todo o lance que o companheiro cair por ser "perigo de gol", também faz parte do fair-play.
> Etc.

A pretensão não é a de ter relacionado todas as formas, boas ou não, necessárias num relacionamento de grupo, mas vou parar por aí para entrar na questão levantada no artigo do Hélvio, feito a pedido do Miguel, sobre a questão das trocas, baseado no que cito no item "ser generoso em quadra".

Não vou citar nome, nem nomes, pois não me considero acima do bem ou longe do mal. Todos temos nossos "pecados" e resvalamos na ética. A impressão que dá é que a presença da ética, nas ações de alguns, é exigida em 100% dos casos, o que não é possível e não irá acontecer nunca. Isto não nos tira a obrigação de tentarmos nem a de criticarmos de forma parcial. Mesmo assim, achei que deveria criticar e critiquei o comportamento do colega que, nos últimos dois jogos, não tem saído de quadra. Coloquei diretamente para ele, na frente de outros Forasteiros, que, na minha opinião, ele não estava agindo de maneira correta, independentemente das suas justificativas. Da mesma forma já critiquei e argumentei com outros pela mesma razão, da mesma forma como fui criticado por outros motivos. Creio que até aí está tudo normal, pois todos, uns mais, outros menos, eventualmente temos cometido alguma falha. Se manter nela ou tratar de julgá-la de forma diferente para episódios iguais, é que é a questão. Senão, vejamos:
> Quantos casos e quantas pessoas já cometeram esta mesma falta e em nenhum momento e em nenhum caso foi mí-ni-ma-men-te pensado a hipótese de se fazer um pedido de afastamento? No máximo foi feito um acanhado comentário sobre o assunto ou "registrado" dentro do folclore como uma das "manhas" de algum Forasteiro.
> Quantos outros casos aconteceram, polêmicos, até criticados abertamente, mas que em nehum momento se pensou sériamente em se propor o afastamento do "acusado"?

É exatamente sobre isso que me refiro quando falo no início do artigo sobre o caso das críticas "pré-feridas" feitas pontualmente a Forasteiros "pré-feridos". Repetem-se as críticas pontuais que ocorriam nos resultados dos jogos quando não existia o registro dos seus resultados. Agora, é quanto ao comportamento. Teremos que fazer um "ranking" de comportamento para que haja uma análise e um julgamento justo, com base em regras universais, iguais para todos, ou vamos continuar dando peso diferente para casos iguais cometidos por Forasteiros diferentes?

Será que não está na hora de deixarmos de lado "preferências" e regras tiradas da "cartola" para sentarmos e definirmos regras iguais e comuns para todos?
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