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terça-feira, março 01, 2011

Comentário sobre o artigo: Por que não ceder? ..., do colega Hélvio

Acho não há nenhum mistério no que está acontecendo e penso que respondo a tua questão ao dizer que é da natureza humana tal comportamento. Na verdade, nós, seres humanos, somos, na nossa condição natural, umas "pestes".
Religião e regras são os instrumentos que nos controlam. Sem elas, não seria de estranhar se estivessemos nos "tapeando" em quadra e fora dela. Parte do nosso comportamento em quadra é freado por ensinamentos de origem religiosa. Especialmente os de ordem moral. Até por isso reputo que a religião merece algum crédito. Parte, por leis, regras.
No caso que tu te referes, a da saída do centro com a bola andando, tem sua origem no sistemático não cumprimento de uma das regras do Futsal. E por que não existe constrangimento nem abalo moral em cometê-la? Por que ela é, em quase todos os laterais e faltas "sem importância", não cumprida, sendo, desta forma, por seu uso e costume em nossos jogos, moralmente ligitimada. É assim que se fundamenta um comportamento moral numa sociedade (no caso, na "sociedade" dos Forasteiros): com a aceitação, se não de todos, da maioria dos seus cidadãos. Por isso é difícil querer, mesmo que as regras da "outra" sociedade assim determina (a da sociedade que aceita e segue as regras do Futsal), que ela seja pontualmente cumprida no lance que tu reclamas.
Para evitar que isso ocorra, temos que conversar e determinar o que queremos que seja legal e tornar ela uma prática moralmente aceita pelo nosso grupo. Se é dar reinício das jogadas sempre com a bola parada ou se é possível dar reinício de uma jogada com ela andando. Da mesma forma que foi feito sobre as bolas atrasadas para o goleiro. O mesmo vale para a cobrança dos escanteios e das faltas. Escanteio, então, virou uma zorra. O local de cobrança, para uns, está situado entre a linha de fundo e o meio da quadra. O que for mais conveniente para o cobrador. As cobranças de falta, então, já viraram piada. Só falta a barreira ficar em cima da bola e a liberação pra sua cobrança necessitar de alvará. Pode até ser, desde que assim seja acordado pelo grupo e valha sempre, e não só para os espertinhos de plantão.
Regras, definir e cumprir regras, meu amigo Hélvio, é a forma, na minha opinião, mais rápida e objetiva de fazer o grupo jogar sua bolinha de forma mais harmoniosa e moralmente mais condizente com o que todos nós desejamos. Querer que uma atitude valha eventualmente e outras vezes não, é querer instalar o caos na "sociedade" dos Forasteiros.
Se pensarmos que somente a nossa condição humana e moral é capaz de resolver a questão, podes acreditar que não será assim tão cedo que os nossos jogos serão disputados sem ocorrer problemas iguais ou parecidos com este.
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