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sábado, março 07, 2009

Suspeita do jogo terminar antes da hora, gera revolta e protestos.


Sacanagem, xingaram uns. Isso não se faz, urraram outros. Falta de ética, gritaram os derrotados da noite. Toda esta balbúrdia em razão de uma abanada e de um pedido do Léo ao Foppa, que estava naquele momento atento e já a uns bons minutos com o dedo em riste no botão da sirene para dar o "apito final" e acabar com o jogo da 17ª rodada, que apresentava, naquele momento, o placar de 9x7 para o time dos Azuis. O pedido, feito à distância, foi um despretensioso "acaba com o jogo de uma vez Foppa", que, coincidência ou não, assim que realizado, de pronto foi executado. O Foppa afirma não ter cedido a nenhum tipo de pressão, terminando o jogo no horário que deveria ter terminado, nem um minuto à mais, nem um minuto à menos.
Alguns dos acusadores alegam que o jogo, terminado as 21:03, deveria ter terminado as 21:05. Outros, mais radicais, as 21:10. Outros ainda, a estas alturas com a sanidade já posta em dúvida, as 21:15. Independentemente do pedido ter sido atendido ou não, o fato é que o Léo, cansado ou não, consciente ou não, àquelas alturas, torcia para o jogo terminar e queria, com todas as forças, que o Foppa parasse de "namorar" o botão e o apertasse de uma vez. Desta forma, justifica-se, se não toda a gritaria, a crítica sobre a sua postura ética, sem justificar, é claro, a derrota, que poderia, por que não, ter sido ainda por um número maior de gols. A dupla responsável por 7 dos nove gols do time Azul, Fo-Mi (só falta o Nha), Foguinho (4) e Miguel (3), estavam influenciando e infernizando duplamente o placar: marcando muitos gols e não marcando ninguém.
Quanto à questão ética, considerando os princípios que procuro seguir, de fato foi maculada. Peço desculpas ao grupo e, como auto-punição, cumprirei com um jogo de suspensão, que será cumprido, aproveitando a necessidade de comparecer à outro compromisso, na 18ª rodada, 3ª feira, dia 10 de março.
Quanto as regras da ética em si, não podemos nos esquecer que elas são determinadas pela moral e o agir comum consagrado por um determinado país ou grupo social. Diferentes grupos sociais poderão viver com regras éticas totalmente diversas. O que vale para um grupo poderá não valer para o outro grupo. Isto poderá ocorrer nas formas de se vestir, de se alimentar, de professar a fé, de agir em defesa da honra e da sobrevivência. Dentro de um grupo, como o nosso, as regras terão que ser universais, ou seja, as mesmas regras deverão necessariamente valer para todos os elementos do grupo, do mesmo jeito, peso e forma.
Quem sabe, a partir deste episódio, procuremos todos seguir a considerada regra de ouro da ética: "Não fazer aos outros aquilo que não queremos que façam comigo". Que tal então, procurarmos ceder, no momento justo, o nosso lugar na quadra ao parceiro da vez; não "apitar" o jogo anulando gols legítimos, validando ilegítimos, "surripiando" laterais, negando faltas e parando de forma irregular jogadas vencidas, com o intuito único de evitar a sua progressão por parte do time adversário; não deixar de anotar, conscientemente, os gols do time adversário, ou anotar, indevidamente, um gol a meu favor; não procurar levar qualquer vantagem, a não ser quando justa e previamente combinada, sobre qualquer integrante do grupo. Quem sabe aí fique mais fácil e prazeroso para todos, sem exceção, cumprir com a regra de ouro da ética, pois todos a estarão cumprindo.
Ficha Técnica - 17ª rodada - 6ª feira - 06.03.2009
Azul (9): Valdir, Léo, Celso (1), Miguel (3), Foguinho (4) e Valdemar (1).
Laranja (7): Eduardo, Ademar (2), Beto, Chico, Paulo Pires, Maninho (3) e Hélvio (1).
Nota 10: Clenir, pilotando, como sempre, a churrasqueira.
Mesário: Beto, Goiabinha.
Visitas: Bruno, filho do Foguinho, Gabriela e Luana, netas do Clenir, Thaniel, filho do Eduardo, Diego, filho do Valdemar. Além deles, Sandra, Cláudia e Marlene, acompanhando os maridos Hélvio, Celso e Clenir respectivamente.

Frase do dia: Outras regras, mais universais, sobre ética.

1. “Neminem laedes: immo omnes, quantus potes, juva” “Não prejudiques ninguém, mas ajude os outros na medida do possível” Schopenhauer
2. "Tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter uma certeza de que não estamos aqui à-toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isto se torna escravo do desnecessário e polui a mente”. Ioguina indiana Dadi Janke.
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